Pular para o conteúdo principal

Adoração congregacional é melhor que o seu tempo de tranquilidade



É Domingo de manhã. Você finalmente conseguiu percorrer a única faixa de trânsito que não estava bloqueada pelos cones laranjas que desceram à noite como gafanhotos. Você cuidadosamente manobrou o labirinto do estacionamento enquanto o seu filho chuta a parte de trás do seu banco do carro. Enquanto a sua pequena tribo desembarca do carro da alegria, você analisa a caminhada até o lobby e se pergunta se deve racionar a comida para a viagem. Você transfere seus direitos parentais temporariamente para a amistosa equipe do berçário e se esgueira com um copo de café ilegalmente para dentro do local de adoração. Enquanto você desliza para um banco no fundo e solta um suspiro, você pensa consigo mesmo, Finalmente, estou pronto para um tempo entre Deus e eu! Correto?

Errado. Bem, no mínimo incompleto.

Certamente você está certo de vir com a expectativa de um encontro com Deus de forma especial, num Domingo de manhã. Mas há uma diferença importante entre um tempo de tranquilidade coletivo e uma adoração congregacional.

O Prazer da Assembléia

A Bíblia de Jesus foi dividida em três partes: a Lei, os Profetas e os Escritos. Os Escritos formam a seção final, e descrevem a alegria e benção de viver em um relacionamento de aliança com Javé. Curiosamente, as referências à “assembléia” do povo de Deus, escalam de forma dramática enquanto nos aproximamos do final do cânon hebraico. É como se a Bíblia Hebraica se rompesse em celebração a respeito da assembléia como um dos principais dons da vida em aliança. A maioria esmagadora (mais da metade!) dessas referências estão no livro final, brutalmente otimista, Crônicas.

Crônicas descreve Davi como sendo quem reuniu todo Israel (1 Crônicas 11:1; 13:2, 8) para adorar Javé juntos.

Então Davi disse a toda a assembléia: “Louvem o Senhor, o seu Deus”. E todos eles louvaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, inclinando-se e prostrando-se diante do Senhor e diante do rei. (1 Crônicas 29:20)


Comungar com o Deus Vivo é algo bom e precioso. Mas os Escritos salientam que é ainda mais prazeroso compartilhar essa experiencia junto com seus irmãos e irmãs.

A Sabedoria da Igreja

Crônicas incentiva o leitor ao antecipar um dos maiores acontecimentos do Novo Testamento – a criação da Igreja Cristã. A esperança Messiânica de Crônicas nos faz procurar por um novo rei ungido que reunirá todo o povo de Deus. Não nos surpreende quando então um novo Filho de Davi faz esse anúncio culminante:

“e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.” (Mateus 16:18)


Afinal, essa palavra “igreja”, ou ecclesia, é a mesma palavra que a tradução grega do AT usa para a “assembléia” de Israel. Jesus satisfaz o perfil Messiânico encontrado em Crônicas, reunindo o povo da Nova Aliança. E essa assembléia não pode ser detida nem mesmo por toda a fúria do Inferno:

A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor. (Atos 9:31)

A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, (Efésios 3:10)


A assembléia do povo de Deus era algo maravilhoso, mesmo que poucas vezes ao ano, em Jerusalém, durante a Antiga Aliança. E agora, na sabedoria e graça de Deus, ele manifesta sua presença espiritual de maneira única e especial, na Igreja. (ver Mateus 18:17, 20; 1 Corintios 3:16), reunião regular do povo da Nova Aliança em todo o mundo.

Então, quando você vai para o seu assento no Domingo de manhã, você está encontrando Deus. Mas, de uma forma formidável, você está fazendo isso juntamente com outros. Adorar a Deus lado a lado é um dos maiores prazeres do relacionamento de compromisso com Deus.

Honrando o Anfitrião

Pode ajudar se pensarmos em uma analogia. Se você oferecer um jantar e convidar alguns amigos de diferentes círculos sociais, quão decepcionante seria se seus amigos escolhessem interagir apenas com você? Um dos grandes prazeres de ser anfitrião é conectar as pessoas que você ama.

Quando nós tratamos a adoração congregacional como sendo nosso encontro particular com Deus, nós não apenas desonramos nosso grande Anfitrião, mas privamos a nós mesmos da alegria de compartilhar nosso amor mútuo ao Rei, que nos convidou para o seu banquete. Não apenas nos reunimos com diferentes círculos sociais, mas também com todas as tribos, línguas, pessoas, e famílias (Apocalipse 5:9). Nós honramos o anfitrião quando falamos com o famoso Rei unificador,“Quanto aos fiéis que há na terra, eles é que são os notáveis em quem está todo o meu prazer.” (Salmos 16:3)

Não negligencie o maior presente da aliança. Nós adoramos a Jesus juntos.

Por: Ryan Shelton. 


Postado por Ryan Shelton | 12 de maio de 2017 | Adoração Congregacional, Artigos |     


http://canteasescrituras.com.br/2017/05/adoracao-congregacional-e-melhor-que-o-seu-tempo-de-tranquilidade/


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LÍNGUAS DOS ANJOS? O QUE É? EXISTE MESMO?

LÍNGUAS DOS ANJOS? O QUE É? EXISTE MESMO? Muito se discute a respeito de um tal de linguas dos anjos, alguns chegam a afirmar que a lingua dos anjos são as línguas faladas nos círculos pentecostais de hoje "os famosos labaxurias decantarabias" mas será? O texto que me intriga muito é 1 Coríntios 13:1, onde Paulo fala a respeito das línguas dos anjos. Mas afinal, que línguas são essas? Seria esse falar em línguas que vemos muitas pessoas falando nas igrejas e que não entendemos muito bem? (1) O texto em suma é este: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Coríntios 13:1). A primeira coisa a se compreender sobre esse texto é que a Bíblia em nenhum momento menciona que existam línguas (idiomas) especiais que os anjos falam. Sempre que anjos são mencionados conversando com p...

A Mulher de Deus (Tornando-se Ester)

“Eva não foi criada a partir da cabeça de Adão, para liderá-lo, nem de seus pés, para ser pisada por ele, mas sob seu braço, para ser protegida por ele, e de perto de seu coração, para ser amada” (Matthew Henry) Tornando-se Ester por Charo & Paul Washer “Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com perfumes e ungüentos em uso entre as mulheres), então, é que vinha a jovem ao rei…” ( Ester 2:12-13) Eu sempre fico abismada com o tipo de preparação que a futura rainha Ester teve que passar antes que fosse apta para se apresentar ao rei Assuero. Alguma de nós estaria disposta a passar por doze meses de tratamento de beleza antes de conhecer o homem dos nossos sonhos? É provável que não, mas imagine a possibilidade. Um ano separado para apenas um único propósito: Se tornar tudo o...

Uma excelente explicação sobre algumas práticas de ir ao cemitério no dia de finados!

No dia 2 de Novembro oficialmente em nosso país é feriado. Trata-se do dia de finados. Alguma pessoas não tem ideia do que significa esse dia de finados, mas iremos neste estudo dar alguns detalhes interessantes. Essa crença é baseada [na tradição] e principalmente no livro de 2 Macabeus 12. 43-46: “Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.” (2 Macabeus 12. 43-46 – Bíblia Ave Maria) O livro citado acima é considerado apócrifo para nós protestantes (e também para os judeus), ou seja, ele não faz parte do cânon b...