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Todos queremos ser cheios do Espírito Santo, mas o que realmente isto significa? O que é ser cheio do Espírito?

Por Augustus Nicodemus Lopes
Acho que precisamos lembrar um ponto óbvio, mas frequentemente esquecido: o Espírito Santo é uma Pessoa. Estou enfatizando a “pessoalidade” do Espírito Santo, pois, a julgar pelo que alguns evangelistas, pastores e obreiros têm praticado em seu ministério, temos a impressão que, para eles, o Espírito Santo é uma espécie de gás celestial, que desce do céu e enche as pessoas ou um determinado ambiente; ou ainda um líquido divino, que é derramado sobre as almas, que são vistas como uma espécie de recipiente vazio. Outros tratam o Espírito como se fosse um vento, e chegam ao ponto de se apresentarem como sendo capazes de “soprar” o Espírito Santo, ou de lançá-lo sobre outros. E também, outros tratam o Espírito como se fosse uma espécie de energia celestial, como uma corrente elétrica. Já ouvi um conhecido pregador no Brasil se referir a reação à obra do Espírito Santo como sendo uma “eletrificação”. Dizia ele que o resultado da plenitude do Espírito faz com que você sinta choques elétricos, e seja capaz de causar choques elétricos nos outros. O que estas coisas têm em comum é que, em todas elas, a “pessoalidade” do Espírito é perdida de vista. Inconscientemente (pois creio que estas pessoas, em sua teoria, crêem que o Espírito é a terceira pessoa da Trindade) tratam o Espírito como algo impessoal, uma espécie de força ou uma coisa sobre a qual nós temos alguma espécie de controle. Devemos nos lembrar de que Paulo usa uma linguagem figurada quando determina aos crentes, “enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). A expressão realmente invoca a idéia de um líquido sendo derramado em um recipiente, até enchê-lo completamente. Mas, é evidente que para Paulo, o Espírito Santo é uma pessoa, é a terceira pessoa da Trindade, é Deus, e não uma força ou algo que pudéssemos manipular, ou que esteja debaixo do nosso controle. Quando perdemos isso de vista, e na prática nos referimos a ele como uma força impessoal, como resultado pensaremos ter algum controle sobre ele e que podemos “usá-lo” (ou o seu poder) quando e como desejamos. Assim, poderemos incorrer no mesmo erro de alguns que determinam até mesmo quando o Espírito vai curar ou agir, marcando com antecedência reuniões de cura e libertação, coisa que nem mesmo o Senhor Jesus e os apóstolos fizeram. -Augustus Nicodemus Lopes

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