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Sabia que Jesus Cristo canta com a sua igreja?

Sabia que Jesus Cristo canta com a sua igreja?

Por Sugel Michelén 

O Salmo 22 é um conhecido salmo messiânico, escrito cerca de 1000 anos antes do nascimento de Cristo, no qual David descreve profeticamente, não apenas os sofrimentos do Messias na cruz do Calvário, mas também alguns dos seus pensamentos mais íntimos durante a crucificação.

Este Salmo começa com as palavras bem conhecidas do Senhor Jesus Cristo: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”; para logo descrever com detalhes incríveis algumas das circunstâncias em torno da morte do Senhor:

A zombaria e o escarnecimento daqueles que estiveram ao pé da cruz (versículos 6-8), seus sofrimentos físicos e Sua sede (versículos 14-15), Suas mãos e pés perfurados (verso 16), o fato de que eles deveriam dividir Suas roupas (verso 18).

Mas desde o verso 22, o tom do Salmo muda drasticamente. Em vez de concluir com uma nota de derrota, o salmo conclui com uma nota de vitória, deixando claro que a morte do Messias na cruz não deveria ser o fim da história. Nos versículos 22-23 lemos:

22 Proclamarei o teu nome a meus irmãos; na assembléia te louvarei.
23 Louvem-no, vocês que temem o Senhor! Glorifiquem-no, todos vocês, descendentes de Jacó! Tremam diante dele, todos vocês, descendentes de Israel!


E nos versículos 25-31 diz:

25 De ti vem o tema do meu louvor na grande assembléia; na presença dos que te temem cumprirei os meus votos.
26 Os pobres comerão até ficarem satisfeitos; aqueles que buscam o Senhor o louvarão! Que vocês tenham vida longa!
27 Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dele,
28 pois do Senhor é o reino; ele governa as nações.
29 Todos os ricos da terra se banquetearão e o adorarão; haverão de ajoelhar-se diante dele todos os que descem ao pó, cuja vida se esvai.
30 A posteridade o servirá; gerações futuras ouvirão falar do Senhor,
31 e a um povo que ainda não nasceu proclamarão seus feitos de justiça, pois ele agiu poderosamente.


É de nós, Sua igreja, que o Espírito de Cristo está falando neste salmo através de Davi. Nós somos essa grande congregação no meio da qual Cristo promete anunciar o nome de Deus e que, por seu lado, convida a elevar com Ele, os Seus louvores ao Pai.

O autor da Epístola aos Hebreus aplica essas palavras do Salmo ao povo de Deus do novo pacto (compare Hb 2: 10-12, literalmente, o texto diz: “Proclamarei o teu nome a meus irmãos; na assembléia te louvarei”).

Assim, o Senhor Jesus Cristo não só prometeu estar presente quando dois ou três estão reunidos em Seu nome (Mateus 18:20), senão morando em nós pelo Seu Espírito, revela ao Pai (essa é a idéia por trás da frase: “Proclamarei o teu nome a meus irmãos”.), e conosco eleva os Seus louvores a Deus (compare o Salmo 22:23).

Edmund Clowney diz: “Pela presença de Seu Espírito, o próprio Senhor está presente na Sua congregação enquanto adoramos. Na congregação, Jesus canta os louvores do Pai”.

E mais tarde ele acrescenta: “Em Espírito, adoramos no céu na grande assembléia onde Jesus está [esse é o claro ensinamento de Hb 12:22-24]. Em Espírito, Jesus adora na terra na congregação onde estamos” (Give Praise to God; pg. 96).

Quando participamos do culto de adoração, temos que nos elevar acima das realidades físicas que nossos olhos veem, às realidades espirituais que só podemos contemplar com os olhos da fé.

O Senhor Jesus Cristo está no nosso meio quando nos reunimos em Seu nome, Ele nos move pelo Seu Espírito para cantar nossos louvores e, ao mesmo tempo, ele se une conosco quando louvamos.

É por isso que Paulo diz em Ef 5:18-19 e Cl 3:16, que o homem cheio do Espírito de Cristo e cheio da Palavra de Cristo, o evidencia cantando.

O mesmo Cristo que habita em nós através do Seu Espírito, não só nos move a cantar, mas também se junta conosco em nossas canções, quando de coração elevamos nossos louvores a Deus.

Comentando o texto de Hb 2:12, João Calvino diz: “Assim que Deus se faz conhecer a nós, Seus infinitos louvores tocam nossos corações e deleitam nossos ouvidos; e, ao mesmo tempo, Cristo nos encoraja, com seu próprio exemplo, a celebrá-los publicamente, para que possam ser ouvidos pelo maior número possível”.

E então ele continua dizendo: “Quando ouvimos que Cristo dirige nossas canções e que Ele é aquele que inspira nossos hinos, temos um poderoso incentivo que nos encoraja a louvar a Deus com canções mais fervorosas” (Hebreus, pág. 59).

Essa é a razão pela qual devemos cantar em nossos cultos de adoração. Nós não cantamos por uma mera tradição evangélica, nem por uma questão de preferência pessoal, como vimos no artigo anterior.

Nós cantamos porque Deus quer que nós lhe cantemos, porque Ele se deleita quando o Seu povo responde com fé à verdade revelada que o Seu Espírito nos faz entender e crer, nessa dimensão da adoração que somente o canto pode expressar corretamente.

John MacArthur diz: “A vida cheia do Espírito produz música. Se ele tem uma boa voz ou não possa memorizar uma melodia, o cristão cheio do Espírito é um cristão que canta. Não existe indícios maiores de uma vida satisfeita, de uma alma feliz e de um coração alegre do que a expressão de cantar”.

E então ele acrescenta: “A primeira consequência da vida cheia do Espírito mencionada por Paulo, não era ter uma fé que movesse montanhas, algum tipo de experiência de êxtase espiritual, capacidade de falar com dinamismo nem outra coisa desse estilo. Era apenas ter um coração que canta. Quando o crente anda no Espírito, ele tem um gozo interior que se manifesta com a música. Deus coloca a música nas almas e depois nos lábios de seus filhos que caminham em obediência” (Efésios, pág. 314).

Por: Sugel Michelén. © Coalicion por el Evangelio. Website: coalicionporelevangelio.org. Traduzido com permissão. Fonte: ¿Sabías que el Señor Jesucristo canta con Su iglesia en sus cultos de adoración?

Original: Sabia que Jesus Cristo canta com a sua igreja? © Cante As Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Felipe Ceballos Zúñiga. Revisão: Filipe Castelo Branco.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

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