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SÉRIE: O QUE É O EVANGELHO? Parte 1

SÉRIE: O QUE É O EVANGELHO?  Parte 1

O DEUS SANTO  E JUSTO QUE  PUNE O PECADOR COM A MORTE ETERNA.

QUEM  É DEUS ?

Por  David  Kenyon  

Moisés disse ao Senhor: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êxodo 33.18). 

 Efetivamente,  ele  perguntou:  “Quem tu és, Deus?”. Deus respondeu com estas palavras: 
“Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR;  terei  misericórdia  de  quem  eu  tiver  misericórdia  e me compadecerei de quem eu me compadecer” (versículo 19). Ele prometeu se revelar. Mas nenhum homem pode ver a Deus e viver. Isso é demais para qualquer homem — e para o homem pecador, em particular. Deus ordenou que ele se levantasse sobre a penha, e disse: “Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (vv. 22-23). 

Moisés fez bem em perguntar a Deus quem ele é, em vez de dizer a Deus quem ele gostaria que Deus fosse. Assim, Deus estava se revelando parcialmente a Moisés. Ele passaria, protegendo-o com sua própria  mão,  e  proclamaria o seu  próprio  nome. Isso  signif icava muito mais  do que  simplesmente pronunciar o  nome Yahweh — “SENHOR” em nossas traduções em português — para que Moisés ouvisse. Deus proclamaria a sua natureza: “E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente, longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado,  ainda  que não  inocenta  o culpado,  e visita  a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” (34.6-7). “SENHOR, SENHOR” — ali Deus se revelou a Moisés pelo seu nome pessoal, Yahweh. Ele é o grande Eu Sou. Ele é o Deus autoexistente, imutável, por quem todas as coisas existem, e ele é misericordioso, gracioso, longânimo, cheio de bondade  e  verdade. O perdão é tão importante que é expressado usando três termos semelhantes: “perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado”. 

Ele abunda em perdão e misericórdia. Mas o nosso  Deus, de  acordo  com  Sua autorrevelação, também  é  justo. Nosso texto afirma que ele não vai simplesmente inocentar o culpado. Seria contrário à sua natureza simplesmente ignorar o pecado. A justiça deve ser feita por causa de quem Deus é. Nosso Deus deve ser fiel a quem ele é. Mas como ele pode ser misericordioso e justo ao mesmo tempo? Como ele pode agir de uma maneira consistente com esses dois atributos? Se ele mostra somente misericórdia, a justiça é posta de lado. Se somente a justiça for satisfeita, não há misericórdia. 

A resposta é a encarnação e a cruz. O Pai, por ser misericordioso  e  justo,  enviou  o  Filho  para  representar  todos aqueles  que  o  Pai  havia  dado  a  ele  (João  17.18-23;  Efésios 5.25-32). Sem deixar de ser Deus, o Filho tomou para si uma natureza humana, e tendo  sido concebido pelo  Espírito Santo e nascido da virgem Maria, ele viveu perfeitamente sob a lei de Deus, guardando a lei que Adão quebrou. Ele voluntariamente foi à cruz, levando os seus eleitos, como sua cabeça federal (representativa), para serem um com ele, e levando o nosso pecado. Ele, então, suportou a ira do Pai, pagando a dívida que não podemos pagar. Paulo diz em 2 Coríntios 5.21: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. Ao fazer-nos um com Jesus, o Pai pode ter a sua ira derramada sobre o Filho. 

A justiça foi feita e nossa culpa foi removida. Na cruz de Jesus, nós encontramos tanto a maravilhosa misericórdia quanto a perfeita justiça de Deus em plena exibição. Voltemos para Moisés. Ele sabia que nenhum homem poderia ver a Deus e viver, mas Deus disse que enquanto a sua glória passasse, ele colocaria Moisés numa fenda da rocha e cobriria o profeta com a sua mão. Davi conhecia bem essa f igura, dizendo: “O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte” (Salmo 18.2). E Paulo deixa claro que a Rocha da nossa salvação é Jesus (1 Coríntios 10.1-4). Nosso Deus faz por aqueles que confiam em Cristo o que ele fez por Moisés. Ele nos esconde na fenda da Rocha. Ele nos esconde em Jesus. 

Em  Cristo,  os  nossos  pecados  são  perdoados.  Nele,  somos  salvos da ira de Deus. Nele, conhecemos tanto a justiça quanto a misericórdia.

Fonte: A Melhor Notícia da Páscoa Traduzido do original em inglês T he Good News, editado por Burk Parsons. Copyright © 2015 Ligonier Ministries.  • Publicado por Ligonier Ministries, Tabletalk Magazine – Janeiro 2015 •  Copyright © 2017 Editora Fiel. Primeira Edição: Abril de 2017.

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