Não acampe no esgoto
Alguns cristãos acham que a marca principal do crescimento cristão é a permanente e permanentemente horrível percepção da sua corrupção interior (Lewis, Cartas a Malcom). A verdadeira narina cristã deve estar continuamente atenta ao fedor interno. Nós achamos que devemos armar nossa tenda nos cavernas escuras e pântanos viscosos do nosso coração.
Lewis acha isso uma má ideia. Mas não é uma má ideia porque nós não somos tão corruptos. Nós somos corruptos. Todos nós somos piores do que achamos. Nossos corações são realmente viscosos. Quando olhamos lá dentro, é verdade que há camadas e mais camadas de amor próprio e pecado. Mas Lewis recomenda um vislumbre imaginativo da nossa pecaminosidade, não um olhar permanente. O vislumbre é suficiente para nos ensinar senso, para nos humilhar e não deixar que nos achemos melhores do que somos. Mas quanto mais olhamos, mais corremos o risco de cair em desespero. Ou pior, nós podemos até começar a desenvolver tolerância pelo esgoto, até um perverso tipo de orgulho do nosso casebre no esgoto.
Desta forma, nós devemos cultivar a prática da honestidade imaginativa acerca do nosso pecado. Nós devemos olhar para ele claramente e reconhecê-lo. Nós não devemos tentar esconder ou inventar desculpas para ele. Mas, igualmente, não devemos nos chafurdar nele. Nós devemos saber que o pecado está em nossos corações, e precisamos sentir sua feiura, mas depois nós devemos nos lembrar que Jesus cobriu toda ela.
Joe Rigney
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