Pular para o conteúdo principal

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.

Justificação pela FÉ Existem pessoas que acreditam que os sacrifícios feitos no Antigo Testamento eram uma forma dos pecados dos homens serem expiados, uma forma do homem ser justificado. Em suma, o homem, nessa óptica, podia fazer algo por si, sendo assim justificado por uma obra feita por ele.

Esse pensamento faz com que as pessoas no evangelicalismo hoje acreditem que, por exemplo, o batismo pode regenerar alguém, que na ceia ocorre a transubstanciação sendo o pão transformado em carne e o vinho em sangue (isso sem contar quando estão participando da ceia com pensamento desfocado de Cristo, pensando no Israel étnico, por exemplo).

Tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento, o homem foi e é justificado pela fé.

No Antigo Testamento a fé era naquEle que havia de vir (Cristo) por meio de profecias. E no Novo Testamento a fé é naquEle que veio (Cristo também).

Assim como as PROFECIAS, CIRCUNCISÃO e SACRIFÍCIOS eram elementos que levavam os crentes do AT à fé na salvação advinda de Deus, analogamente, o EVANGELHO, o BATISMO e a CEIA são elementos que nos levam hoje a mesma fé salvadora.
Não era o animal que expiava os pecados dos homens no AT, mas o sacrifício dele apenas apontava para o plano redentor de Deus.

A Lei nunca salvou e nunca poderá salvar alguém. A Lei expõe o nosso pecado (Romanos 5:13), mas é a fé produzida em nossos corações, fé na salvação pela graça, por Cristo, que nos leva à Ele. Essencialmente, o homem sempre procura uma forma de fazer obras para ser salvo, mas nós fazemos boas obras porque fomos salvos por Deus (Tiago 2:18). Somos miseráveis e nada temos a oferecer. Somos carentes da misericórdia.

Quando o homem procura se justificar por suas próprias obras, ele repete o pecado original, querendo ser igual a Deus. Nessa óptica o homem não admite ser devedor, ele quer se colocar na posição de credor, pois afinal, se fiz tantas boas obras em seu nome, curei, profetizei, etc. mas Jesus dirá: não vos conheço, vós que praticais a iniquidade. (Mateus 7:22-23).

Da mesma forma não podemos crer que há algo diferente, especial para o povo de Israel étnico. Somos o Israel de Deus. (Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Gálatas 3:7).

Todos sempre foram justificados pela fé. As promessas ao povo de Israel se referiam ao Israel de Deus, a igreja, tanto no AT, quanto no NT (dê uma boa lida na carta aos Gálatas e aos Romanos). Devemos amar a Israel, orar pela paz em Jerusalém, etc. Tudo isso se refere ao povo de Deus, nós os crentes nEle, que o aceitamos como Senhor e Salvador, que nos arrependemos e cremos, tanto os galhos naturais quanto os enxertados.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

Texto criado por Rodrigo Macedo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LÍNGUAS DOS ANJOS? O QUE É? EXISTE MESMO?

LÍNGUAS DOS ANJOS? O QUE É? EXISTE MESMO? Muito se discute a respeito de um tal de linguas dos anjos, alguns chegam a afirmar que a lingua dos anjos são as línguas faladas nos círculos pentecostais de hoje "os famosos labaxurias decantarabias" mas será? O texto que me intriga muito é 1 Coríntios 13:1, onde Paulo fala a respeito das línguas dos anjos. Mas afinal, que línguas são essas? Seria esse falar em línguas que vemos muitas pessoas falando nas igrejas e que não entendemos muito bem? (1) O texto em suma é este: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Coríntios 13:1). A primeira coisa a se compreender sobre esse texto é que a Bíblia em nenhum momento menciona que existam línguas (idiomas) especiais que os anjos falam. Sempre que anjos são mencionados conversando com p...

UNIR-SE AO INFERNO PARA COMBATER O INFERNO

O cenário evangélico moveu-se de seus fundamentos tradicionais. Durante séculos os servos de Deus prestaram um evidente testemunho: negaram-se aliar-se com aqueles que ensinavam "outro evangelho". A tradição evangélica é uma ousada história de lealdade à Verdade. A Bíblia não ordena darmos as mãos com aqueles que ensinam falsas doutrinas. Pelo contrário, devemos nos desviar deles “Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17). Unidade fora da sã doutrina deve ser evitada mesmo para combater uma causa em prol da família. Orando ao pai Jesus disse: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17:17). A unidade cristã de dá pela Palavra Santa e Imutável de Deus. A unidade não deve ser meramente espiritual, mas também bíblico-doutrinária. O tema ...

"EU SOU PEDRO ".

Eu sou Pedro, o impulsivo. Todos os dias oro, "Senhor, manda-me andar pelas águas e eu andarei!" Ora, se foi o Senhor que me ordenou, Ele me sustentará! E todos os dias, pulo apaixonadamente do barco em meio a tempestades. Eu sou Pedro, o confiante. Sou confiante em minha fé até o momento que sinto a fria mordida do vento na pele e sinto o ondular violento do mar sob meus pés. Sou firme até o mundo me apertar, até eu perceber em horror a loucura em ter acreditado que fosse possível andar sobre as águas. Eu sou Pedro, o vacilante. Horrorizada, eu afundo. Começo a lutar com meus próprios braços, jogo-os ao alto e clamo: "Senhor, não tenho forças para fazer o que me pedes! Senhor, não te importas?! Senhor, salva-me!!" Questiono a bondade do meu Deus. Questiono sua própria sanidade. Eu sou Pedro, o fraco. Afundo, porque meu sonho de grandeza rapidamente foi engalfinhado pela tempestade. Pela dificuldade de enfrentar meus próprios pecados, pela tribulação...