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POR QUE OS CRENTES SÃO CHAMADOS DE “ELEITOS” NO NOVO TESTAMENTO?

POR QUE OS CRENTES SÃO CHAMADOS DE “ELEITOS” NO NOVO TESTAMENTO?

Por Augustus Nicodemus Lopes

A doutrina da eleição e da predestinação não foi objeto de qualquer polêmica por parte dos autores do Novo Testamento. Eles simplesmente se referiram aos cristãos como “eleitos” (Mt 24.24; Mc 13.20,22; Rm 8.33; 16.13; Cl 3.12; 2Tm 2.10; Tt 1.1; 1Pe 1.2; Ap 17.14), “escolhidos” (Mt 24.22; 24.31; Mc 13.27; Lc 18.7), “destinados” (At 13.48) e “predestinados” (Ef 1.11). Também nunca hesitaram em dizer que Deus “escolheu” (Mc 13.20; 2Ts 2.13; Tg 2.5), “destinou” (1Ts 5.9) e “predestinou” (Rm 8.29-30; Ef 1.5) os que haverão de se salvar.

E também nunca entraram em debate sobre a relação entre a soberania predestinacionista de Deus e a suposta liberdade plena do homem. Mesmo sem explicar como entendiam essa relação, afirmavam a responsabilidade do homem diante de Deus por suas decisões e escolhas, ao mesmo tempo em que afirmavam o triunfo final do propósito de Deus em salvar os que ele quis.

Essa visão da soberania de Deus na salvação que domina os escritos do Novo Testamento é certamente oriunda do conceito da aliança de Deus com seu povo no Antigo Testamento, em que o desígnio absoluto de Deus em escolher a nação de Israel e dentro dela os que quis, é também ensinada nas Escrituras de Israel (Dt 4.37; 7.6; 7.7; 10.15; 18.15; 2Sm 6.21; 1Cr 28.4; 29.1; Sl 33.12; etc.).

O conceito de que Deus soberanamente escolheu, elegeu e predestinou aqueles que ele quis para a salvação eterna está presente de forma significativa na revelação bíblica. As marcas da eleição eram a fé em Jesus Cristo, o amor pelos irmãos e uma vida santa diante de Deus. Portanto, não é de se estranhar que desde cedo tornou-se usual entre os cristãos se tratarem de “eleitos”, bem como de “irmãos”.

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