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O DEUS DOS TEÓLOGOS DA PROSPERIDADE


Quando observamos os cultos de algumas igrejas chegamos a conclusão que o deus cultuado pelos membros destas comunidades  não é o Senhor e sim, Mamon. Nessas igrejas o dinheiro é o assunto principal. Nessa persepctiva, os louvores entoados falam sobre prosperidade, a pregação dos pastores é sobre bênçãos e riquezas e os avisos dados, comunicam eventos e correntes mágicas cujo principal foco é bênçãos financeira. Pois é, diante do exposto afirmo sem a menor sombra de duvidas que o deus dessas igrejas não é o Senhor que nos salvou da condenação eterna. Na verdade, o deus servido e venerado pelos adeptos desta falsa teologia é o dinheiro. Ora, Jesus disse que não é possível servir Deus e a Mamon, pelo fato de que ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicar a um e desprezar o outro. (Mateus 6:19-24)

Bom, Mamon é uma expressão aramaica para personificar um dos mais poderosos deuses de todos os tempos: o Dinheiro. O adjetivo Mamom, deriva do verbo aramaico aman (sustentar) e significa amor às riquezas e dedicação avarenta aos interesses mundanos de prosperidade. Caro leitor, diante do ensino de Jesus, sou tomado pela convicção de que igrejas que só falam em dinheiro são igrejas falsas. Há pouco soube de uma comunidade dita cristã que resolveu realizar a campanha dos cinco dias da prosperidade. Em igrejas deste nipe a cruz não é pregada, o senhorio de Cristo não é ensinado, o pecado não é confrontado, tão pouco arrependimento e a soberania divina é relativizada por decretos e ordens imbecilizadas a um deus idiotizado. É lamentavelmente ver os teólogos da prosperidade pregando um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz, e o arrependimento que Deus requer do pecador. O pastor anglicano John Stott certa vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.

A cruz de Cristo deve ser a nossa mensagem central. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos. Prezado amigo diante do exposto permita-me lhe alertar dizendo que se a igreja que você freqüenta é uma daquelas que intermitentemente fala em dinheiro e prosperidade, sem, contudo proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo, ela não é uma igreja cristã e sim uma falsa igreja, cujo Deus não é o Senhor e sim o dinheiro. Isto posto, saia dela IMEDIATAMENTE e procure uma comunidade cujo as Escrituras seja exposta com bastante clareza.
- Renato Vargens

Fonte: Blog Renato Vargens

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