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O poder de Deus

Por Robert Cobb

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“Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” (Mateus 22.29)
A mente do homem natural não conhece o poder de Deus, pois “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (1 Co 15.50). “Os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.8) e, nesse estado, jamais O encontrarão. Jesus falou a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, antes de entrar no reino de Deus. Grande parte da pregação contemporânea procede de mentes voltadas para a carne. Os homens apresentam suas interpretações daquilo que eles pensam ser o “Santo dos Santos”, quando nem mesmo ainda entraram lá (Hb 10.19). Deus é espírito e seus adoradores têm de adorá-Lo “em espírito e em verdade” (Jo 4.24).

Que Tipo de Poder?

Em que tipo de poder estamos interessados? O que nos causaria mais impressão: um milagre ou palavras que fortalecem nossa fé? Estamos mais inclinados a vir à igreja, quando sabemos que um milagre será realizado ali ou quando o evangelho será pregado? Deus determinou que o homem seja salvo “pela loucura da pregação” (1 Co 1.21). Não pretendemos depreciar os milagres, mas o contemplá-los não fortalece a minha fé em uma realidade invisível. Todavia, as palavras podem fazer isso, em particular as palavras das Escrituras! As próprias palavras que o Espírito Santo ensina são capazes de nutrir nossa fé. Quando a palavra de Deus é mesclada com a fé, os homens recebem poder para vencer as decepções deste mundo. Na verdade, os homens precisam chegar ao ponto de receber o amor à verdade, para que sejam salvos.
Existem aqueles que estão mais interessados em manifestações físicas. Insisto que tais pessoas pensem no fato de que a antiga aliança era uma aliança relacionada ao aspecto físico do homem. Nela, Deus afirmava: “Cumpre estes mandamentos, e Eu salvarei a ti, tua casa, tua fazenda, tua família, teu gado. Tudo que você precisa fazer é guardar esses poucos mandamentos”. O único problema era que o homem não podia obedecê-los. Os mandamentos foram escritos para percebermos o quanto, por natureza, temos caído. Conforme está escrito: “Sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo mundo seja culpável perante Deus” (Rm 3.19).
Deus é santo, assim também o são os seus mandamentos. Em todo o tempo, Ele sabia que somos incapazes de guardá-los. Contudo, nós não imaginávamos que não poderíamos cumpri-los. Por isso, Deus outorgou aos homens uma oportunidade para estabelecerem sua própria justiça, ao guardarem a lei (Rm 10.3). Se fôssemos capazes de guardar os dez mandamentos, viveríamos (cf. Lv 18.5). Mas “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Se encararmos a lei, face a face, veremos nossa grande necessidade do Salvador! Esta foi a razão porque Deus nos entregou a lei. No próprio ato de dar a lei, Ele estava “”em Cristo reconciliando consigo o mundo”” (2 Co 5.19).

A Natureza Deste Poder

Agora, na época da nova aliança, o poder de Deus se mostra operante em libertar do pecado o homem. O poder de Deus abre o entendimento do homem, para que este receba o evangelho. Ora, como eles ouvirão se ninguém lhes pregar o evangelho? E como alguém lhes falará de Cristo, se Deus não o enviar a pregar? Por isso, as Escrituras afirmam: “”Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!”” (Is 52.7).
Vivemos em uma época de impiedades! Estamos em um tempo quando a igreja, em sua maioria, segue outros deuses e prega outro evangelho, que realmente não corresponde às boas-novas das Escrituras. Os líderes de muitas “denominações cristãs” estão mais interessados em estabelecer grandes igrejas, ao invés de se preocuparem em fortalecer a fé exercida pelos crentes. Afirmo isto a respeito deles, mas não se limita à igreja cristã organizada. Existem, literalmente, milhares de pessoas que declaram crer em Jesus, como Filho de Deus, e, apesar disso, não vêem qualquer necessidade de separarem-se deste mundo vil e pecaminoso. Elas mantêm para com o mundo o mesmo relacionamento que tinham antes de se converterem. Assistem os mesmos filmes repletos de pecado, vão aos mesmos lugares impróprios e ouvem as mesmas músicas carnais. Se não lhe tivessem dito que eles “se converteram”, você jamais o saberia. Isto, amado, não deve ser assim! Cristo morreu e ressuscitou a fim de que tenhamos poder para abandonar o mundo e nos separarmos dele. Deus está se preparando para destruir este mundo através do fogo, e nós, que sabemos deste fato, estamos no processo de separarmo-nos do mundo. Isto não significa que já atingimos a perfeita santidade em nossos corpos pecaminosos, mas que nossas afeições mudaram em direção a Deus. Não queremos mais fazer as coisas que antes nos separavam de Deus. Todo o nosso coração foi transformado.

O Poder do Evangelho

A mensagem do evangelho é boas-novas para todos os que crêem nele. Conta-nos que Deus nos amou de tal maneira que enviou seu próprio Filho para morrer em nosso lugar. Isto é o que significa verdadeiro amor! O mundo fala muito sobre o amor, mas não conhece o seu verdadeiro significado, porque este é um fato que não pode ser compreendido pelos que estão na carne. Deus preparou o caminho por meio do qual poderia remover os nossos pecados, visto que sabia não sermos capazes de fazê-lo por nós mesmos. Ele nos deu a lei a fim de convencer-nos desse fato. E, em Cristo, revelou seu propósito de trazer muitos filhos à glória. Quão grande é o nosso Deus! Reconhecendo que esta mensagem é tão especial, por que todos não a anunciam? À princípio, isso parece estranho, mas consideremos por um momento o que está envolvido em crer no evangelho.
O evangelho convida os homens a abandonarem a vida na carne e a viverem no Espírito. Exige que eles desprezem as concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida (1 Jo 2.16). Eles precisam considerar a si mesmos mortos para o pecado, a fim de viverem para Deus. Têm de carregar a sua cruz, cada dia, e seguir a Cristo, aonde quer que Ele os conduza. É necessário que recebam o amor à verdade, para que sejam salvos da falsa doutrina, que, como água, parece cobrir toda a terra nestes últimos dias.
O evangelho apresenta mais exigências ao homem do que a lei o fazia; portanto, qual a diferença entre o evangelho e a lei? O evangelho traz ao homem o poder e o entendimento exigidos para vencer as aflições presentes. Deus convida os homens a abandonarem este mundo perverso, a fim de serem salvos da ira vindoura. Podemos ter confiança de que fomos aceitos em Cristo, porque Deus nos mostra o que fazer para obtermos esta confiança. A principal obra é crer naquilo que Deus fala acerca de seu Filho. Todas as outras coisas fluem de nossa fé em Cristo Jesus. Com fé, podemos agradar a Deus, mas sem esta não existe possibilidade de satisfazê-Lo (cf. Hb 11.6).
Qual deve ser nossa resposta a essas verdades? “Arrependei- vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38). Este é o selo da nova aliança! Deus prometeu dar-nos seu Espírito! Ele habitará em nós e terá comunhão conosco. Considerar esta verdade necessariamente não produzirá uma “grande igreja” na terra. Entretanto, quando Deus enviar Jesus de volta à terra, Ele reunirá seu povo redimido, da terra. Eles serão um povo especial, zeloso de boas obras!

Algumas Passagens Bíblicas Relacionadas

Conforme já dissemos, o poder de Deus, no presente, manifesta-se primariamente em trazer os homens à salvação. Pondere os seguintes versículos: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”” (Rm 1.16); “”Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”” (1 Co 1.18); “”Nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus”” (1 Co 1.23- 24); “”A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus”” (1 Co 2.4-5).
Quando nosso evangelho é pregado completa e poderosamente e o Espírito Santo é enviado dos céus, nossas igrejas não apenas retêm os seus, mas ganham outros convertidos; mas, quando desaparece aquilo que constitui a força da igreja —– ou seja, ao ser encoberto o evangelho e menosprezada a vida de oração –— tudo se transforma em mera aparência física e ficção. Por isso, nosso coração fica machucado de tristeza.
Charles Haddon Spurgeon
Quem não ora por seu rebanho não lhe pregará poderosamente.
Richard Baxter
Por: Robert Cobb. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Original: O poder de Deus

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